Quarta-feira, Janeiro 25, 2006
Segunda-feira, Janeiro 23, 2006
5 minutos de Jazz e outras grandes músicas...
JOSÉ DUARTE E ANTÓNIO CARTAXO COMENTAM MÚSICAS NA SPA
Dando continuidade ao ciclo de música comentada iniciado por Raul Calado, a SPA vai promover mais um conjunto de sessões, agora com José Duarte, que falará de músicos, correntes e estilos da história do "jazz", e com António Cartaxo, que dedicará as suas intervenções a compositores e obras marcantes de vários séculos de música erudita.Tanto José Duarte como António Cartaxo, ambos cooperadores da SPA, mantêm na RDP programas de êxito sobre as áreas musicais em que são especialistas, designadamente "Cinco Minutos de Jazz" e "Grandes Músicas". As sessões programadas para a SPA e a realizar no Auditório Frederico de Freitas do edifício sede, na Avenida Duque de Loulé, 31, com início às 18,30, constituirão uma oportunidade de ver e ouvir ao vivo grandes comunicadores e divulgadores de músicas de qualidade. A entrada é livre.
As sessões realizam-se nas seguintes datas:
1. José Duarte (à 2ª feira)
30 de Janeiro - Quem foi Charlie Parker?
6 de Fevereiro - Be Bop,Cool jazz, Funky,New Thing
13 de Fevereiro - Jazz Contemporâneo. E o futuro ?
2. António Cartaxo (à 5ª feira)
Sob o título genérico "De Bach aos Nossos Dias", terá quatro sessões a seu cargo:
23 de Fevereiro, 2, 9 e 16 de Março.
Dando continuidade ao ciclo de música comentada iniciado por Raul Calado, a SPA vai promover mais um conjunto de sessões, agora com José Duarte, que falará de músicos, correntes e estilos da história do "jazz", e com António Cartaxo, que dedicará as suas intervenções a compositores e obras marcantes de vários séculos de música erudita.Tanto José Duarte como António Cartaxo, ambos cooperadores da SPA, mantêm na RDP programas de êxito sobre as áreas musicais em que são especialistas, designadamente "Cinco Minutos de Jazz" e "Grandes Músicas". As sessões programadas para a SPA e a realizar no Auditório Frederico de Freitas do edifício sede, na Avenida Duque de Loulé, 31, com início às 18,30, constituirão uma oportunidade de ver e ouvir ao vivo grandes comunicadores e divulgadores de músicas de qualidade. A entrada é livre.
As sessões realizam-se nas seguintes datas:
1. José Duarte (à 2ª feira)
30 de Janeiro - Quem foi Charlie Parker?
6 de Fevereiro - Be Bop,Cool jazz, Funky,New Thing
13 de Fevereiro - Jazz Contemporâneo. E o futuro ?
2. António Cartaxo (à 5ª feira)
Sob o título genérico "De Bach aos Nossos Dias", terá quatro sessões a seu cargo:
23 de Fevereiro, 2, 9 e 16 de Março.
Morrer na praia...
Depois de mais de dois meses de silêncio, o 22 da carris volta à actividade num dia triste. Triste pela sensação de morrer na praia, a 0,6 pontos de uma segunda volta e de uma possível vitória de outro candidato que não Cavaco Silva. Mas enfim, foram esses os resultados. Aguardemos pelos próximos cinco anos com a certeza de um combate às tentações populistas, arrogantes ou prepotentes que possam emanar do palácio rosa e de s. bento.
Quinta-feira, Novembro 03, 2005
As flores também morrem

Morreu Rosa Parks. Morreu a mulher que em 1955, num acto consciente, recusou ceder o seu lugar a um branco que, a coberto da lei racial, lhe ordenara que se deslocasse para a parte de trás do autocarro. Iniciava-se aí um movimento pelos direitos civis da população negra nos EUA. Cinquenta anos depois a situação não é a mesma. Pelo menos não é tão visível. A prepotência hoje afirma-se de outra forma e por outros meios. Mais subtis, mas não menos violentos!
Sexta-feira, Outubro 14, 2005
Harold Pinter
Segunda-feira, Outubro 10, 2005
As duas faces de Valentim
A face pública: os acenos aos apoiantes, os agradecimentos pelos votos;
A face verdadeira: os olhares ameaçadores aos "lacaios" que boicotavam o momento da consagração com aquele microfone;
A face verdadeira: os olhares ameaçadores aos "lacaios" que boicotavam o momento da consagração com aquele microfone;
O quê?
"Eu tenho é pena das pessoas de Amarante [...]"
Avelino Ferreira Torres, 09.10.2005, depois da derrota
Avelino Ferreira Torres, 09.10.2005, depois da derrota
Sexta-feira, Outubro 07, 2005
É importante não esquecer...
... todas as atrocidades que se cometeram ali, na Rua António Maria Cardoso, em nome de um regime fascista, totalitário e criminoso. Os relatos deixados por pessoas que por lá passaram deviam ser do conhecimento público. Talvez essa fosse uma forma de relembrar os que hoje ali, na Rua António Maria Cardoso, no edifício sede da PIDE, pretendem construir mais um condomínio fechado com grades, com barreiras como as que em tempos ali existiram.
É importante não esquecer.
O texto seguinte foi retirado daqui
Realizou-se hoje (ontem 5/10), com expressiva participação de pessoas e larga presença da comunicação social, a acção de protesto na Rua António Maria Cardoso, junto ao edifício que foi a sede da PIDE.Teve como objectivos assumidos por parte do grupo de cidadãos que a promoveram:
- o protesto contra a conversão deste edifício num condomínio fechado, que assim liquida, com a complacência conivente dos poderes públicos, esta memória física e viva do fascismo que subjugou o País quase 50 anos e de um dos seus principais e mais sinistros instrumentos - a polícia política (não sendo, aliás, inocente que o respectivo promotor imobiliário aborde no seu sítio na Internet a memória do edifício apenas até 1640...);
- a exigência e o desafio colocado a todos os poderes, responsáveis políticos e órgãos de poder de que, passados 31 anos sobre o 25 de Abril, seja criado um espaço público, com dignidade e expressão nacionais, que assegure a memória, estimule a investigação histórica e promova a pedagogia e a divulgação, para as presentes e futuras gerações, do que foi a luta pela liberdade e a resistência realizada durante quase 50 anos a uma das últimas ditaduras na Europa.
Os muitos que nesta acção cívica participaram certamente concordam que valeu a pena. No edifício foi deixada uma faixa de pano afixada que contém os nomes de alguns dos que tombaram assassinados na resistência ao fascismo. Foi distribuído um documento explicativo da iniciativa.
E foi também neutralizada civilizadamente pelos participantes uma tentativa de "perturbação da ordem pública" democrática praticada por agentes da PSP no local que, certamente esquecidos ou ignorantes de que devem ao 25 de Abril os direitos associativos e o estatuto de que hoje gozam, tentaram ainda atrapalhar e condicionar, sem sucesso, a iniciativa.
É agora preciso que esta iniciativa de cidadãos tenha continuidade e se converta em movimento cívico, incorporando a contribuição de quantos acreditam que vale a pena assumir estes objectivos.
Com essa finalidade, em conversa informal no final da iniciativa entre alguns dos seus promotores e participantes, foi combinado convocar para o próximo sábado, dia 8 de Outubro, às 15 horas, uma reunião na Biblioteca-Museu República e Resistência (Espaço da Cidade Universitária - Rua Alberto de Sousa, 10 - Zona B do Rego - junto à Av. Forças Armadas e ao cimo da Rua da Beneficência), em Lisboa, aberta a todos quantos estejam disponíveis para debater e ajudar a erguer um movimento de cidadania pela exigência de que a memória sobre a resistência e o fascismo seja assegurada. O que é uma questão de futuro. Porque é preciso não perder a memória para se construir um melhor futuro.
A todos quantos recebam esta mensagem se solicita que a divulguem a todos os potenciais interessados.
(Recebido por e-mail)
É importante não esquecer.
O texto seguinte foi retirado daqui
Realizou-se hoje (ontem 5/10), com expressiva participação de pessoas e larga presença da comunicação social, a acção de protesto na Rua António Maria Cardoso, junto ao edifício que foi a sede da PIDE.Teve como objectivos assumidos por parte do grupo de cidadãos que a promoveram:
- o protesto contra a conversão deste edifício num condomínio fechado, que assim liquida, com a complacência conivente dos poderes públicos, esta memória física e viva do fascismo que subjugou o País quase 50 anos e de um dos seus principais e mais sinistros instrumentos - a polícia política (não sendo, aliás, inocente que o respectivo promotor imobiliário aborde no seu sítio na Internet a memória do edifício apenas até 1640...);
- a exigência e o desafio colocado a todos os poderes, responsáveis políticos e órgãos de poder de que, passados 31 anos sobre o 25 de Abril, seja criado um espaço público, com dignidade e expressão nacionais, que assegure a memória, estimule a investigação histórica e promova a pedagogia e a divulgação, para as presentes e futuras gerações, do que foi a luta pela liberdade e a resistência realizada durante quase 50 anos a uma das últimas ditaduras na Europa.
Os muitos que nesta acção cívica participaram certamente concordam que valeu a pena. No edifício foi deixada uma faixa de pano afixada que contém os nomes de alguns dos que tombaram assassinados na resistência ao fascismo. Foi distribuído um documento explicativo da iniciativa.
E foi também neutralizada civilizadamente pelos participantes uma tentativa de "perturbação da ordem pública" democrática praticada por agentes da PSP no local que, certamente esquecidos ou ignorantes de que devem ao 25 de Abril os direitos associativos e o estatuto de que hoje gozam, tentaram ainda atrapalhar e condicionar, sem sucesso, a iniciativa.
É agora preciso que esta iniciativa de cidadãos tenha continuidade e se converta em movimento cívico, incorporando a contribuição de quantos acreditam que vale a pena assumir estes objectivos.
Com essa finalidade, em conversa informal no final da iniciativa entre alguns dos seus promotores e participantes, foi combinado convocar para o próximo sábado, dia 8 de Outubro, às 15 horas, uma reunião na Biblioteca-Museu República e Resistência (Espaço da Cidade Universitária - Rua Alberto de Sousa, 10 - Zona B do Rego - junto à Av. Forças Armadas e ao cimo da Rua da Beneficência), em Lisboa, aberta a todos quantos estejam disponíveis para debater e ajudar a erguer um movimento de cidadania pela exigência de que a memória sobre a resistência e o fascismo seja assegurada. O que é uma questão de futuro. Porque é preciso não perder a memória para se construir um melhor futuro.
A todos quantos recebam esta mensagem se solicita que a divulguem a todos os potenciais interessados.
(Recebido por e-mail)
Quinta-feira, Outubro 06, 2005
Bernardo Sassetti - Novo Capítulo
Ascent
Todos sabem (ou imaginam) que o desafio de comunicar, a espontaneidade, a harmonia, o conflito de sons e ideias, assim como a energia sob várias formas e feitios, serão sempre lugares comuns quando falamos de música, escrita ou improvisada. Interpretá-la no momento é a expressão máxima do nosso caminho e a constante procura de caminhos outros. Eu gosto de pensar que talvez seja a vontade de olhar para dentro e, do silêncio interior, dar sequência a algumas (possíveis) imagens da nossa memória e, ao mesmo tempo, do preciso momento em que o som e a ideia são lançados; mas o maior desafio de todos é, para mim, a incerteza na procura de outros lugares, indefinidos e muito longe daquele onde vivemos – quando deixamos para trás os nossos instrumentos. Muitas vezes, penso em música como uma forma de desconstrução, e consequente construção, do discurso musical, e também como representação de imagens abstractas, presentes na consciência imediata. Estas ganham ainda maior dimensão quando, em conjunto com outros músicos, surgem como “movimentos” dramáticos, objectivos mas também indefinidos, das “histórias” que nos propomos contar. Música, essa questão cada vez mais sem limites. Talvez seja o reflexo da nossa vida; talvez seja a realidade juntamente com o universo dos sentidos. Porém, mais do que a própria realidade, este é o espelho das coisas que dela imaginamos. Do silêncio e de regresso a ele, as imagens (em forma de música) terão sempre um carácter abstracto, suspenso, inacabado... Ascent é dedicado a José Álvaro Morais, cineasta com que trabalhei no seu último filme, Quaresma. Foi ele que me indicou o caminho do silêncio e a sua importância na arte.
Todos sabem (ou imaginam) que o desafio de comunicar, a espontaneidade, a harmonia, o conflito de sons e ideias, assim como a energia sob várias formas e feitios, serão sempre lugares comuns quando falamos de música, escrita ou improvisada. Interpretá-la no momento é a expressão máxima do nosso caminho e a constante procura de caminhos outros. Eu gosto de pensar que talvez seja a vontade de olhar para dentro e, do silêncio interior, dar sequência a algumas (possíveis) imagens da nossa memória e, ao mesmo tempo, do preciso momento em que o som e a ideia são lançados; mas o maior desafio de todos é, para mim, a incerteza na procura de outros lugares, indefinidos e muito longe daquele onde vivemos – quando deixamos para trás os nossos instrumentos. Muitas vezes, penso em música como uma forma de desconstrução, e consequente construção, do discurso musical, e também como representação de imagens abstractas, presentes na consciência imediata. Estas ganham ainda maior dimensão quando, em conjunto com outros músicos, surgem como “movimentos” dramáticos, objectivos mas também indefinidos, das “histórias” que nos propomos contar. Música, essa questão cada vez mais sem limites. Talvez seja o reflexo da nossa vida; talvez seja a realidade juntamente com o universo dos sentidos. Porém, mais do que a própria realidade, este é o espelho das coisas que dela imaginamos. Do silêncio e de regresso a ele, as imagens (em forma de música) terão sempre um carácter abstracto, suspenso, inacabado... Ascent é dedicado a José Álvaro Morais, cineasta com que trabalhei no seu último filme, Quaresma. Foi ele que me indicou o caminho do silêncio e a sua importância na arte.
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